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ORDEM FRANCISCANA SECULAR COMPLETA 110 EM BELÉM

Fraternidade São Francisco de Assis festeja no ano de 2017, cento e dez anos.

SERVIÇOS AOS ENFERMOS E IDOSOS

Refletindo sobre o Serviço dos Enfermos e Idosos (SEI) na Ordem Franciscana Secular.

A FORMAÇÃO DO FRANCISCANO SECULAR

a formação é afirmação crescente da personalidade e desenvolvimento das faculdades e capacidades da pessoa humana.

CAPÍTULO GERAL DA OFS

Eu os envio ao mundo (Jo 17,18)

CASA DE EVENTOS SANTA CLARA

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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

O DISTINTIVO DA OFS: SECULARIDADE E IDENTIDADE

 

Este texto é um convite para a reflexão, pois consideramos viver em um tempo de graça que nos prepara à Celebração dos 800 anos da Terceira Ordem Franciscana, a se realizar entre os dias 24 a 26 de junho de 2021, na cidade de Canindé/CE, cujo tema é: Memória, Compromisso e Esperança. Por isso, queremos chamar a atenção para nossa memória, voltar às fontes e avaliar nossa forma de vida, nosso compromisso evangélico de fraternidade e nossa secularidade que nos convidam para sermos sujeitos eclesiais na Igreja e na sociedade. Neste sentido, o distintivo dos irmãos e irmãs da OFS deseja externalizar a beleza da vocação penitente recebida no sincero desejo de conversão e perfeição da caridade cristã (Cf. FF, Fioretti Capítulo 16).

            São Francisco e seus primeiros companheiros se apresentaram como "Penitentes de Assis", antes mesmo da aprovação pontifícia de sua Regra. São rastros do amplo movimento mendicante nascido, aproximadamente, no século V. Assim, Em 1221, nasceu a "Terceira Ordem", formada por leigas e leigos. O compromisso de conversão levava consigo uma série de renúncias e de isenções, bem como, o distintivo de um hábito penitencial além de um rigor maior do que os cristãos comuns quanto aos jejuns e frequência de sacramentos.

            A Ordem Franciscana Secular tem suas origens no século XIII, no início de sua história vê-se reconhecida pela Igreja como Irmãos e Irmãs da Penitência. O Papa Honório III contou com a colaboração do Cardeal Hugolino para escrever a primeira Regra “Memoriale Propositi” com a primeira denominação Ordem da Penitência, confirmada pelo Papa Gregório IX, em 1221. Em 18 de agosto de 1289 o Papa franciscano Nicolau IV, com a Bula “Supra Montem” reconhecia São Francisco como fundador da Ordem da Penitência e a denominava de Ordem Terceira de São Francisco. Em 1883, o Papa Leão XIII promulga uma nova Regra, com a Constituição “Misericors Dei Filius”. Citaremos agora, alguns elementos históricos que nos ajudarão a fazer memória destes primeiros séculos.

            Luquésio de Poggibonsi, comerciante e, por fim já terceiro entregue às obras de caridade, junto com sua esposa Buonadonna, segundo a tradição, são considerados os primeiros a receberem o hábito das mãos de São Francisco de Assis.


 

           





Com o passar dos anos, Santa Isabel da Hungria e São Luís IX foram aclamados como patronos da Ordem. E assim como eles, vários outros santos seculares seguiram os passos de nosso fundador, São Francisco de Assis, que de fato viveu intensamente uma espiritualidade identificando-se com Cristo, por isso, devemos viver: 1) uma espiritualidade cristocêntrica católica; 2) no espírito dos conselhos evangélicos: pobreza, obediência e pureza de coração; 3) na ação JPIC e na secularidade; 4) na Igreja, na Fraternidade e no mundo (Cf. Regra da OFS).

            Mas tudo isto não se consegue sem deixar de lado valores sensíveis. O hábito talar, modesto e penitente, a partir do final do século XIII, foi o distintivo externo dos terceiros. Contudo, tal austeridade penitente aplicada à secularidade dos irmãos nos palácios e nas oficinas tornou-se um peso excessivo para as pessoas da alta sociedade e um empecilho no trabalho dos artesãos. Júlio II (no ano de 1508), por causa das muitas reclamações, decidiu introduzir uma forma especial de hábito para os terceiros: o escapulário. Era composto por duas grandes tiras de pátio, que cobriam o peito e as costas, e que se prendiam na cintura por meio de um cordão.

            A seriedade da profissão na Ordem da Penitência, tomado como programa de vida de renúncias e de santidade, ao passar dos séculos, cedeu lugar a uma simples devoção. Começou um entusiasmo de ostentação nas classes superiores, falta de formação adequada, vivência fraterna, ausência da assistência da 1ª Ordem, e vários outros problemas de pertença e vivência da Regra.

            Segundo Terezinha Alves de Mello[4], no início do século XVIII, a Ordem Terceira foi duramente atingida com a “supressão” na Europa decretada por José II, Napoleão e outros. Com a Revolução Francesa os terceiros viram-se fragilizados e pagaram com a própria vida sua fidelidade a Igreja. Na era do iluminismo, muitos argumentos oriundos das ciências geraram um mal-estar na forma da identidade visual dos antigos terceiros seculares, e então, nem hábito, nem escapulário. O distintivo foi adaptado até chegar a um pequeno escapulário de cor marrom com as cinco chagas:

 


 1. A NOVA REGRA E O NOVO DISTINTIVO

            O Concílio Vaticano II colocou em plena luz a vocação do secular na Igreja, e orientou as organizações seculares de compromisso eclesial numa progressiva autonomia. Por meio da Constituição Dogmática Lumen Gentium, a Igreja afirma-se como Povo de Deus, e dentre vários aspectos, confirma sua sinodalidade constituída pelos fiéis em seus diversos serviços e ministérios. Por isso, também sentiu-se a necessidade do aggiornamento (atualização) da Ordem Terceira.

            Por outra parte, desde 1966 até 1978 se fez um valiosíssimo trabalho na redação de uma Regra renovada, que fosse uma verdadeira "forma de vida" evangélica e bem franciscana. E neste período, em 1973 foi criado o Conselho Mundial da Ordem Terceira de São Francisco de Assis.

            Neste espírito, a Ordem Terceira de São Francisco de Assis (OTF) ou Terceira Ordem Franciscana (TOF), passa a ser chamada Ordem Franciscana Secular (OFS). Formada por cristãos que permanecendo no mundo, na diversidade de estado civil e condição social, se comprometem, por vocação a viver o Evangelho, em Fraternidade, observando a Regra aprovada pela Igreja Católica Apostólica Romana (Cf. Cânon, 702,1 = 587,2 - 303), mediante a Carta Apostólica “Seraphicus Patriarcha”, de 24 de junho de 1978, com Breve do Pontífice Paulo VI, “Sob o anel do pescador”, que aprovou a Regra renovada da OFS, que ab-roga e substitui a anterior do Papa Leão XIII.

            A característica principal da nova Regra é a SECULARIDADE. A OFS é secular por sua vocação, sua missão, seu governo. Os irmãos e irmãs franciscanas seculares são a presença viva do carisma franciscano na Igreja, na família, nos areópagos modernos. Aí está a nossa missão própria e insubstituível: no mundo, no "século". Nosso campo de vida e ação é "no vasto e complexo mundo das realidades temporais" (Puebla, 790).

            No Brasil, a reunião do Conselho Nacional de 15 a 17 de novembro de 1996, aprovou o novo distintivo do franciscano secular do país, que é o anterior, mais aperfeiçoado, bonito e que nos identifica como membros da OFS. Tem no círculo marrom a inscrição: “Ordem Franciscana Secular - Paz e Bem”; no círculo interno de fundo branco está colocado o mapa do Brasil, em amarelo, com o “Tau” inscrito, como está no livro “Documentos” e na “Regra”.


Os nossos documentos afirmam que, em virtude de ser a OFS uma Ordem Secular, não tem mais sentido o uso de um hábito ou veste à moda dos religiosos. O sinal distintivo externo de pertença a OFS é o “TAU”, na forma recomendada pelo Conselho Nacional. (CCGG 43; Estatuto Art.3º, parág. 2).

 

          

            O XIII Capítulo Geral da OFS[6], realizado em São Paulo/ SP/ BR, 22 a 29 de outubro de 2011, publicou um decreto sobre o uso de hábito como distintivo, que afirma: Como interpretação prática do artigo 43 das Constituições Gerais, o sinal distintivo de pertencer à Ordem é o "símbolo Tau ou outro símbolo franciscano".

            No entanto, uma Fraternidade da OFS pode estabelecer, em seus próprios estatutos nacionais, que o uso de um "uniforme" é um sinal de reconhecimento aceitável para os franciscanos seculares de seu próprio país, em conformidade com os seguintes critérios obrigatórios:

a) o uniforme não substitui o TAU ou outro símbolo franciscano escolhido pela Fraternidade Nacional;

b) a natureza do uniforme deve ser estabelecida nos estatutos nacionais, que devem conter uma descrição detalhada do mesmo (de preferência gráficos). O estilo do uniforme deve respeitar a secularidade dos membros da Ordem;

c) a forma do uniforme não deve ser semelhante ao hábito usado pelos membros de uma Ordem religiosa, para evitar criar confusão entre religiosos e seculares;

d) as ocasiões em que esse uniforme pode ser usado devem ser indicadas com precisão, no entanto, não se deve usar, somente durante os ritos de admissão e / ou profissão.

           


2. SINAIS DA IDENTIDADE RELIGIOSA E SECULARIDADE

            A Ordem Franciscana Secular (OFS) é uma associação pública de fiéis na Igreja, com personalidade jurídica própria. No seio da Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFFB), a OFS ocupa posição específica que se configura como uma união orgânica de todas as fraternidades católicas espalhadas pelo mundo e abertas a todos os grupos e fiéis (sejam estes ordenados ou leigos que não estejam ligados em outra espiritualidade ou carisma). Assim, os irmãos e as irmãs são impulsionados pelo Espírito a atingir a perfeição da caridade no próprio estado secular (Cf. Reg. 2; CCGG. Art. 3º). Por isso, compreendemos que a OFS é uma entidade religiosa única na Igreja. Não cabendo a nós, a compreensão de Institutos Seculares ou Vida Religiosa Regular, os quais emitem votos diretos de pobreza, obediência e castidade.

            Para nos ajudar a refletir sobre estes aspectos, o XIV Capítulo Geral da OFS, realizado na cidade de Assis/ It, 2014, publicou o artigo: “Como gerenciar uma Ordem mundial, como a Ordem Franciscana Secular em todos os níveis? Reflexão sobre a identidade e a natureza da OFS”.

            O Conselho Internacional da OFS (CIOFS) pondera que a OFS nunca foi uma Ordem de estrutura organizada de forma centralizada. Porque as quatro frações (divisões) da Ordem foram separadas por 5 séculos, e ainda hoje, se encontram problemas a respeito de como são compreendidos e vividos o sentido de unidade e de pertença. O caminho de unificação é bem longo, e ainda estamos neste processo.

            A Ordem Franciscana Secular, no pleno respeito da sua identidade e secularidade, está presente já em 115 países e conta com quase meio milhão de pessoas, incluindo a Juventude Franciscana. E soma, junto a Juventude Franciscana, aproximadamente, 65% de toda a Família Franciscana.  

            A OFS é uma ordem, no sentido pleno da palavra, uma "Ordem Verdadeira[7]", contudo, esta realidade muitas vezes é pronunciada, mas raramente compreendida. Formamos uma verdadeira ORDEM no século, ou seja, vivemos concretamente as condições de vida comuns no mundo, na secularidade.

            Não encontramos em nossa própria história modelos adequados. Na verdade, mesmo no tempo da nossa autonomia plena (1215-1471), não obstante os esforços de nossos antecessores, a Ordem nunca recebeu permissão para organizar-se como Ordem centralizada. Então, de 1471-1978, a Ordem viveu como um apêndice das Ordens religiosas franciscanas sob cujo controle viveu, sem qualquer tipo de coordenação ou de centralização própria.

            Somente a partir de 1978, é que a Ordem foi reconhecida, pela primeira vez na história, com o status da Ordem unitária, autônoma e centralizada e apenas após os anos 90 começou realmente a falar em termos concretos sobre unidade de governo e centralização. Compreendemos na OFS o "estado e estilo de vida" providencial e necessário suscitado por Deus em São Francisco. Este "estado secular" é absolutamente necessário para completude da família franciscana e da Igreja.

            Com isso, é importante dizer que há uma distinção entre secularismo e secularidade. Secularismo implica restringir a religião ao espaço privado exclusivamente. Já a secularidade supõe a permissão das expressões religiosas no espaço público como afirmação da própria liberdade de todos os cidadãos.

            As cristãs leigas e leigos são embaixadores de Cristo, participam do pleno direito na missão da Igreja, e tem um lugar insubstituível no serviço ao Evangelho. Para uma adequada formação de verdadeiros sujeitos maduros e corresponsáveis para a missão, é necessário que a liberdade e autonomia se desenvolvam na abertura solidária aos outros e às suas realidades (Cf. Documento 105 CNBB, 130).

            Deste modo, nossa presença no século é o maior sinal da graça de Deus para a edificação do Reino de Justiça e Paz. Seguindo os Conselhos da OFS, nosso distintivo no meio do povo é o uso do tau. Este deve expressar nossa pertença franciscana testemunhada com a vivência plena dos ensinamentos da Igreja e de nossa Regra.

 

3. UM DISTINTIVO PARA SER USADO NA IGREJA E SOCIEDADE

            Desde a aprovação de nosso atual distintivo em 1996, percebemos a falta de adesão ao mesmo. Muitos irmãos da OFS até usam um cordão com o tau, que se apresenta de diversos tamanhos, cores e formas. Além dos irmãos da OFS, o uso do tau se popularizou por diversos grupos de cristãos, de modo que já não se distingue quem é de fato um “verdadeiro” franciscano ou não.

            Percebemos, na prática, a necessidade dos irmãos e irmãs da OFS se adequarem ao que a Ordem nos pede. Não somente na forma de uso do distintivo legal, mas também na forma de viver, esta, podemos afirmar que é o nosso distintivo primeiro. De modo que o uso do sinal visível torna-se consequência de nossa vivência. Pois, ao adotarmos conscientemente nossa identidade visual com o uso do distintivo, estamos exteriorizando formalmente nossa profissão definitiva. Entretanto, o caminho é longo.

Uma camiseta marrom com a estampa do distintivo da OFS já é um bom começo de vestimenta para fins pastorais e encontros fraternos. Há outras formas de uso do distintivo que se apresenta com um pingente ou botão que devem ser usados sempre e nas diversas ocasiões da secularidade.

            Além disso, percebemos diversas outras iniciativas de Fraternidades locais que adotam uma “vestimenta”, espécie de uniforme, que com o uso do distintivo, são destinadas para situações específicas durante os ritos litúrgicos solenes, aos quais cabem maior formalidade e zelo fraterno no seguimento da teologia estética[8].


         Outras Fraternidades optam por manter alguns elementos devocionais da tradição, como o uso de vestidos marrons, escapulário e cordão.

 


Já outras Fraternidades, optam por uma bata marrom de mangas cumpridas e o tau para expressar o distintivo:

 


          No entanto, percebemos em várias Fraternidades a ausência do uso do distintivo orientado pelo Conselho Nacional, resumindo ainda mais nossa identidade visual que se confunde com outros grupos paroquiais ou simpatizantes do carisma. E será que a ausência do distintivo é um "problema"?

  


Para algumas Fraternidades, o apagamento do distintivo pode não significar um problema grave, que seja gerador de uma maior reflexão. Mas, para outras, isto pode significar o enfraquecimento da identidade visual da OFS, o prejuízo das representações semióticas e a perda da memorização de nossa presença simbólica e histórica. Pois, a Igreja é rica em carismas, e juntos com outras expressões seculares formamos a unidade da diversidade. Neste sentido, marcar nossa identidade faz-se necessário.

Grupo Paroquial Guarda Franciscana

     Acreditamos que a identificação simbólica da OFS, sobre tudo em ambientes eclesiais, precisa ser tratada com maior zelo. Deste modo, as obras da Fraternidade, e de cada irmão e irmã, testemunharão com maior organicidade o nosso belo carisma.

     Diante da falta de consciência do uso do distintivo, apropriações do tau por simpatizantes ao carisma, camisetas que se confundem com outras associações (...) percebemos que as diretrizes do Conselho Nacional sobre o uso do distintivo são adequadas para a representação de nossa identidade no século, no qual se prevê uma modéstia no vestir e o uso do tau (distintivo) de modo singelo, na forma de um pequeno pingente/ botão de 1,6 cm.


     No entanto, a instituição, a organicidade e a unificação da OFS seguem como um desafio em diversos locais. Às vezes, nossa identidade visual não tem a devida visibilidade, e isto pode se torna um problema na animação vocacional, na formação dos irmãos e na presença da OFS em ambientes eclesiais (sobretudo, nos ritos solenes).


     Em alguns países, existem Fraternidades[12] que adotam o uso de capas penitentes sobre a vestimenta secular em eventos solenes:

         


          Todavia, esta prática necessita de uma séria reflexão e maduro discernimento para: não ferir a secularidade, evitar o clericalismo, especificar seu devido uso, adequar às realidades locais da Fraternidade, respeitar a unidade na diversidade, etc.

          Além disso, quando não justificado devidamente, o uso de capas penitentes pode representar uma falha na formação inicial e permanente dos irmãos, uma vez que, é fundamental que as Fraternidades da OFS estejam conscientes que nossa pertença significa ser um cristão maduro na fé e na vivência do Carisma. Assumindo assim, nossa identidade, espiritualidade, vocação e missão na Igreja e na sociedade.

          Mesmo assim, algumas Fraternidades da OFS do Brasil foram inspiradas a adotarem capas penitentes. Não temos conhecimento das motivações precisas, mas supomos que isto advém da prática de países europeus, tradição da Venerável Ordem Terceira de São Francisco, toga jurídica/jaleco – expressões de areópagos laicais, ou simplesmente, veste litúrgica.




   [13]

            

          Irmã Mirian T. Kolling[14] explica que as vestes litúrgicas com suas formas especiais e cores variadas, são sinais para o povo e para os próprios ministros de que eles estão a serviço de Cristo e da Igreja (documento 43 da CNBB).

          Kolling cita Ione Buyst[15] que afirma que as vestes não são sinais de poder ou de superioridade: são símbolos que recordam a todos, em primeiro lugar a eles mesmos, que agora não estão atuando como pessoas particulares, mas como ministros "in persona Ecclesiae" e que, portanto, são servos. Sobre tal assunto, existem posições contrárias que nos provocam a nos aproximar da questão e discernir para as diversas realidade que estamos inseridos.

   [16]

          Enfim, é indiscutível que nosso testemunho de vida na Igreja, na Fraternidade, na família, na sociedade (...) é o melhor distintivo que existe, para além de questões semióticas. Todavia, falar sobre o distintivo da OFS implica em memória, formação, testemunho, secularidade, e por tanto, identidade. O assunto é extenso e necessita de reflexões mais profundas, valendo-se dos textos já disponíveis como “Francisco entre os seculares – Tópicos histórico-sociais” (Frei Egberto Prangenberg, OFM), dentre outros.    E no raiar do jubileu dos 800 da Ordem Terceira, nos parece oportuno revisitar nossa memória, renovar o compromisso e fortalecer a esperança. Que nossas Fraternidades, células de toda a Ordem, continuem sendo um sinal visível da Igreja, comunidade de amor: ambiente privilegiado para desenvolver o sentido eclesial, a vocação franciscana e a animação da vida apostólica dos irmãos e irmãs (Regra 22).

 

Belém, 11 de agosto de 2020

Festa de Santa Clara de Assis

 

Prof. Francisco José Corrêa de Araújo, OFS

Mestre de Formação da Fraternidade São Francisco de Assis - Belém/ PA.

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Comentário



[1] Luchésio e Buonadonna, In http://ofssudeste2.blogspot.com/2014/04/

[4] MELLO, Terezinha Alves de. “Dados coletados no Livro de Crônicas Regional”. In Caderno de textos formativos, orientações, celebrações, jograis, dinâmicas, exortações – OFS. fraternidade regional da região centro (GO. DF E TO.).

[7] Cf. http://www.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/speeches/2002/november/documents/hf_jp-ii_spe_20021122_francescani-secolari.html

[8] https://teologiabrasileira.com.br/introducao-a-estetica-crista-parte-i/

[15] Revista de Liturgia 117 - Maio/Junho 1993

terça-feira, 29 de setembro de 2020

JUFRA BELÉM: MEMÓRIA, COMPROMISSO E ESPERANÇA.

 BREVE MEMORIAL DA JUVENTUDE FRANCISCANA – JUFRA EM BELÉM DO PARÁ

            

A Juventude Franciscana (JUFRA) é um Movimento Internacional autônomo, nascido em 1950, na cidade de Roma/ Itália, que pertence à Família Franciscana. É formado por jovens que se sentem chamados/as pelo Espírito Santo para viver, em fraternidade, o seguimento de Cristo, à luz da mensagem de São Francisco de Assis, aprofundando a própria vocação no âmbito da Ordem Franciscana Secular (OFS). Tem por padroeira, Santa Rosa de Viterbo – festa, dia 06 de março.

Fr. João de Deus Gragiola[1]/ OFMCap (1991, pag. 21), afirma que “as experiências mais antigas de uma JUFRA brasileira situam-se na cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul, lá pelos idos de 1946 (...). Em 20 de março de 1954, em Belém do Pará, o Capuchinho Frei Alfredo Longhi organiza uma JUFRA”. Este movimento embrionário, denominado Associação JUFRA ou MOJUFRA – Fraternidade São Francisco de Assis (na Paróquia São Francisco de Assis – Capuchinhos), foi tomando forma e nas décadas de 50 a 70 foi reconhecido como a maior congregação de jovens católicos do Pará e quiçá do Brasil, segundo as palavras de Luiz Brazil Cotta[2].

Figura 1: Encontro dos antigos Jufristas e com os "novos".

            Desde seu nascimento a JUFRA tem proximidade com a Ordem Franciscana Secular – OFS. Na cidade de Belém, a primeira Fraternidade de OFS foi erigida em 1907, com o nome Fraternidade São Francisco de Assis – OFS. Segundo o relato coletado em 03 de setembro de 2020, irmão Claudio Fernando Matos Alves (OFS), considera que a primeira experiência de JUFRA em Belém, manteve-se atuante até a década de 70. Seguindo este raciocínio, poderemos compreender melhor este histórico com o livro “A presença dos franciscanos em Belém do Pará: JUFRA 1954-1974” (Homerval Ribeiro Teixeira, UEPA, 2008). Os relatos apontam que depois de 1974, houve uma “pausa”.

            O documento físico mais antigo da JUFRA que temos em nossa secretaria (localizada na Casa de Acolhida Santa Clara, sito Conjunto Alacide Nunes - Alameda Dr. Virgílio de Mendonça, nº 08) é o Livro Ata que possui alguns registros de 1983 a 1988. No ano de 1983, o referido livro apresenta o número entre 25 a 38 irmãos atuantes e os seguintes nomes de “conselheiros” da JUFRA: Dinho (coordenador), Lívia (vice-coordenadora), Rosanete Oliveira (Secretária), Frei João de Deus Alves do Nascimento e Fr. Ribamar (Assistentes Espirituais) – Neste ano, não contam o nome completo de todos os conselheiros. Neste ano, em 11 de junho de 1983, houve a visita da Secretária Fraterna da JUFRA Nacional, irmã Maria de Lourdes Nunes Carvalho (Lourdinha) e a presença do casal da OFS: Amélia Catarina Lobo Pinheiro (Ministra) e seu esposo, Miguel Pinheiro (Formador).

            Em 1985, o Conselho[3] estava formado por: Paulo Fonseca (1º Secretário), Maria de Nazaré B. de Sousa (2º Secretário), Rubens Machado (Coord. Espiritual) e Frei João de Deus Alves do Nascimento, e a partir de novembro, Fr. João Santana (Assistentes Espirituais).  Em 1987, a Fraternidade São Francisco de Assis – JUFRA estava composta por cerca de 25 irmãos, segue o nome alguns: Aldenor de Souza Ferreira (1º Secretário) data de nascimento: 21/06/1963, Fátima Saliete, Jecylene dos Santos Jardim, Franco Demitri, Jarimar dos Santos Ferreira, Rose Vieira, Guilherme Roberto, Carlos Lima, Antônia Dalva, Jair Nogueira, Ronaldo Pereira Corrêa, Roseane Calazanes Lameira, Rosana da Costa Machado, Vanessa do Socorro D. Lima, João Felipe P. Fonseca, André Costa, Alessandra Charlies, Roberto Castro Botelho, Wanda Moraes dos Santos, Rubens da Costa Machado, Sandro da Silva Moraes, Alexandre Cley Garcia pereira, Andréa Cristina Reis Ferro, Maria do Socorro S. Ferreira, dentre outros.

            Em 1991 os encontros da JUFRA retornaram. E em outro Livro Ata da JUFRA, com registros entre os anos de 1993 a 1997, contam com uma média de 40 irmãos e irmãs. No ano de 1995, o Conselho estava composto por: Fr. Valdinê Moreira Lima (Assistente Espiritual OFM Cap), Roberto Castro Botelho (Coordenador), Izaurina Amorim (Secretária), Walber S, de Andrade (Tesoureiro). E ainda alguns outros irmãos, como: Frei Franklin Robson/OFM Cap, Idamir Duarte Barbosa, OFS (Animadora Fraterna), Lena Helena da Silva Lima, Jeferson da Silva Lima, José Antônio L. Silva, Maria do Socorro S. Ferreira, Rosa do Socorro S. Pantoja, Odir Lourinho Nascimento, Simone da Luz Lucena, Jailson Siquiera Pantoja, Eloisa Carla Barros Ribeiro, Ruy Guilherme da Silva Costa Junior, Christopherson de Carvalho Sousa, Eneida Betânia Almeida, Fábio Sousa de Araújo, Valdene Ferreira Diniz, Valdineia Ferreira Diniz, Sidney Reis Corrêa, Luciene Almeida da Silva, Clauber Figueiredo Martins, Aldo Luciano Corrêa de Lima, Paulo Sérgio de Araújo Junior, Roseane Almeida Aguiar, Ana Cristina Silva da Costa, Claudio Fernando Alves.

            No ano de 1996, o Conselho foi formado por: Fr. Valdinê Moreira Lima (Assistente Espiritual OFM Cap), Jailson Siquiera Pantoja (Coordenador), Luciene Almeida da Silva (Vice-coordenadora), Izaurina Amorim (Secretária), Odir Lourinho Nascimento (Tesoureiro).

            Já em 1997, temos os seguintes irmãos a serviço do Conselho da Fraternidade da JUFRA em Belém: Jailson Siquiera Pantoja (Coordenador), Aldo Luciano Corrêa de Lima (Vice-coordenadora), Cristina L. Ferreira (Secretária), Odir Lourinho Nascimento (Tesoureiro), Fr. Valdinê Moreira Lima, OFM Cap (Assistente Espiritual), Maria da Silva Freitas, OFS (Assistente Fraterno). Outros Serviços: Maria de Nazaré do Nascimento Falcão (Liturgia), Adelson Robson S. Barra (Lazer e Cultura), Silvia Paula Oliveira (Juventude), José Antônio L. Silva (Relações Públicas).

            Em 1998, novos membros compõem o Conselho: Aldo Luciano Corrêa de Lima (Coordenador), Odir Lourinho Nascimento (Vice-coordenadora), Edilena Cristina Alves da Silva (Secretária), Luciene Almeida (Tesoureiro), Fr. Valdinê Moreira Lima, OFM Cap (Assistente Espiritual), Maria da Silva Freitas, OFS (Assistente Fraterno).

            Dentre os livros e arquivos presentes na secretaria da OFS, consta um livro de frequência dos MINI-FRANCISCANOS, do qual podemos citar os primeiros nomes inscritos na data de 20 de novembro de 1999: Rúbia Cristina Neto Souza, Lorena de Carvalho Sousa, Danielle de Nazaré, Patrícia Cristina, Tatiane Barreiros, Lívia Cordovil, Tabitta R. Teixeira, Rodrigo Silva Neves, Claudio Junior Lima de Souza, Renata Rúbia Gomes de Oliveira (JUFRA), Edilson Araújo, Cláudio Fernando Alves Matos (JUFRA), José Luis Silva de Lima, Susanne Silva, Fernanda Rúbia Gomes de Oliveira, Danielle Repilla. O livro segue com registros de frequência até o dia 08 de junho de 2000. A Fraternidade se reunia no prédio onde agora funciona a Casa do Pão (Antonianas).


Figura 2: Encontro Regional da JUFRA.

            Entre os anos de 1999 a 2001 não foi possível identificar o nome dos irmãos que serviam ao Conselho da Fraternidade da JUFRA. Contudo, é importante citar que dentre os irmãos e irmãs atuantes da JUFRA, se fizeram presentes no dia 26 de maio de 2001 alguns irmãos de outras obediências: Marúcia Conceição Tocantins Conte (OFS), Francilene Cavalcante, e Maria de Jesus da Silva Pereira (Irmãs Franciscanas de Madre Rubato).  No ano seguinte, temos o registro da Ata Eletiva (20 presentes, 15 votantes) do dia 19 de janeiro de 2002, compondo o novo Conselho: Ruy Guilherme da Silva Costa Junior (Secretário Fraterno/ Coordenador), Renata Rúbia Gomes de Oliveira (Secretária de Formação), Wilson Leonardo de Araújo Ribeiro (Secretária), Luciene Almeida (Secretário de Economia), José Raimundo Araújo (Secretário de Liturgia), Alessandra Nascimento Dias (Secretária de Comunicação e Arquivo).          

Figura 3 Compromissos dos Jufristas.

            Não consta, a partir de 1999, o nome de nenhum Assistente Espiritual ou Assistente Fraterno à JUFRA “ASSIS”, mas esporadicamente a partir de 2002, a assinatura de Fr. Aldo Luciano Corrêa de Lima/OFM Cap (em datas de férias), Fr. Edinaldo/OFM Cap e Marúcia Conceição Tocantins Conte/OFS. Nesta época, irmã Renata Rúbia Gomes de Oliveira servia como Secretária Fraterna Regional Norte 2 (Pará e Ampá) eleita por 16 votos no IV Congresso Regional da JUFRA (CORJUFRA).

Em 18 de janeiro de 2003, ocorreu Assembleia eletiva para o novo Conselho: Edilson Araújo (Secretário Fraterno), Renata Rúbia Gomes de Oliveira (Formação), Josivaldo Lima da Silva (Economia), Aldo Luciano Corrêa de Lima (Liturgia), Anderson Henrique Neves (Secretária de Comunicação e Arquivo), Gomes (Mini-Micro JUFRA).

 Nos documentos e arquivos da Fraternidade São Francisco de Assis – JUFRA/ Belém encontramos um relatório de atividades realizadas no ano de 2003. Segundo este documento ocorreu neste ano: a 1ª Jornada de Formação; Celebrações Eucarísticas; Evangelização na Comunidade do Pantanal (Capela Nossa Senhora de Aparecida); Retiro com o Ministério de Música “Geração Franciscana” (GEFRAN); Momentos de espiritualidades e terço mariano na Casa Sta Clara/ OFS; Encontros com os jovens catequisandos para o Crisma; Encontros com a Família Franciscana; Participação no Capítulo Regional da OFS (em Abaetetuba); Comemoração de datas festivas (Páscoa, Dia das Mães/Pais, etc.); Semana de Oração pela unidade dos Cristãos; Pastoral da Juventude, II JUFRÃO (Santarém); Festividades dos Santos Francisclarianos; II Jornada Franciscana; Peregrinação de Nossa Senhora de Nazaré; Torneio de Futebol; Confraternizações de Natal com os irmãos em situação de rua. Neste relatório constam algumas informações da JUFRA Fraternidade Santo Antônio de Lisboa - SAL (Localizada no bairro da Cremação, em Belém), mas ainda não temos acesso aos detalhes da vida desta Fraternidade.

            Em 07 de fevereiro de 2004, o Secretariado Fraterno da JUFRA foi composto pelos seguintes irmãos: Aldo Luciano Corrêa de Lima (Secretário Fraterno e Formação), Marlon Pablo Paraense (Finanças), Alessandra Nascimento Dias (Comunicação Social), Daniel Paulo Serique Junior (Ação Evangelizadora), Ariadne Parente dos Reis (Baby- Mini-Micro JUFRA).


 Figura 4: Mini-JUFRA.

            Neste ano a JUFRA local participou do Congresso Nacional em Curitiba/ PR, em 2005 participou Congresso Regional em Capanema/PA.


Nos anos seguintes, não temos um registro diacrônico. Mas, em 07 de junho de 2008, observamos a presença dos seguintes irmãos: Luciléia Nascimento Barata, Ariadne Parente dos Reis, Rita Cássia Oliveira Mendes (Regional N2), Jucilene Caldas da Silva (Formadora Regional N2), José Raimundo Araújo, Fr. Atman Ramos dos Santos/OFMCap, Claudio Fernando Matos Alves, Kelly Martins, Marlon Paraense, Rosiana P. Sousa, Kamila do Socorro Nascimento Gomes, Pablo Leonardo Silva Campos (OFS – SAL), Fr. Everton Paulo Ferreira Lopes/OFM, Victor Emmanuel Silva Campos (OFS – SAL), Odir Lourinho Nascimento, Lucivaldo Costa/OFS – São Francisco.

            O último registo no Livro Ata que encontramos foi datado em 02 de maio de 2009.  Segundo relatos de irmã Renata Rúbia Gomes de Oliveira (Jufrista por 10 anos -1996 a 2006), a JUFRA realizava muitas atividades, além das quais foram explicitadas no relatório de 2003. Os irmãos da Juventude Franciscana realizavam ações conjuntamente ao Fr. Apolônio Troesi e a Sra Fátima Marçal Alves na creche do pantanal – Guamá/ Tucunduba (As famílias das crianças também eram assistidas com distribuição de alimentos com a ajuda de doações oriundas de famílias italianas); distribuíam sopa aos irmãos em situação de rua (Ver-o-peso e São Brás); promoviam passeio ciclístico, vigílias orantes, adorações, visitas domiciliares, festa junina.

            O Secretariado Fraterno da Fraternidade São Francisco de Assis da JUFRA possuíam um sala e armário de arquivo a disposição, mas com o tempo muitos documentos foram extraviados por conta de uma mudança no local de reunião. Irmã Renata nos informou que os jovens contavam com o auxílio de muitos outros apoiadores: Fr. Luís Giudici OFMCap, Fr. Alex Assunção OFM, Ir. Idamir Barbosa OFS, Irmão Paulo Negrão OFS, Dr. Augustinho Miranda, Irmão Rodrigo Nascimento  OFS, Ana Rita Duarte OFS, Fr. Arilson Uchôa OFMCap, Fr. José Antonio Macapuna OFMCap, Frei Francesco Donesana, Diácono Pedro Rocha, dentre outros.

            Em 26 de junho de 2011, o Sr. Luiz Brazil Cotta publicou no blogger “jufrapa.blogspot.com” a organização da Comissão Organizadora dos Antigos Jovens Franciscanos (COE-JUFRA/PA), composta por: Antonio Augusto da Cunha Filho, Célio Jorge Corrêa, Erinaldo Carvalho dos Reis, Homerval Ribeiro Teixeira, e Luiz Brazil Cotta. Mas, este grupo não pretende corresponder ao atual perfil da JUFRA do Brasil.

            Em 02 de março de 2014, a Fraternidade São Francisco de Assis – OFS tentou retornar uma Fraternidade de JUFRA com a animação fraterna da Irmã Luana Teixeira do Carmo e da Irmã Maria do Socorro Pinheiro de Moraes, Casa da Palavra, Matriz da Paróquia.

             No ano seguinte, com o auxílio de Fr. José Carlos Pestana OFMCap, em  05 de janeiro de 2016, Nailton de Jesus Carvalho e Bruna Silva, juntamente com outros jovens começaram a se reunir para animar um núcleo de JUFRA.  Em 13 de fevereiro de 2016 irmão Nailton[4] publicou:

          Hoje a JUFRA Félix Cantalício, teve mais um dia de formação e primeiro debate sobre a campanha da Fraternidade ecumênica 2016: “Casa comum, nossa responsabilidade”;

Lema: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”. O objetivo principal da iniciativa será chamar atenção para a questão do saneamento básico no Brasil e sua importância para garantir desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida para todos.

          Uma das grandes novidades desta quarta edição da campanha ecumênica é a participação da Misereor, entidade episcopal da Igreja Católica da Alemanha que trabalha na cooperação para o desenvolvimento na Ásia, África e América Latina. A colaboração acontece em vista do desejo dos organizadores em transpor as fronteiras.



          A JUVENTUDE FRANCISCANA – JUFRA é a fraternidade dos jovens que se sentem chamados pelo Espírito Santo para fazer a experiência da vida cristã à luz da mensagem de São Francisco de Assis, no seio da família franciscana. Estes realizam a opção de viver a espiritualidade franciscana de maneira secular, como jovens em amadurecimento de sua vocação como parte da Ordem Franciscana Secular, da qual a JUFRA é uma parte integral.

          Os jovens continuaram animados nos encontros semanais realizados na comunidade Santa Isabel da Hungria:

 




Este novo momento da Juventude Franciscana, agora com o possível nome de Fraternidade Santa Isabel da Hungria em Belém, contou com a visita da Fraternidade Regional Norte 2 da JUFRA em 11 de julho de 2017, com a presença do Irmão Pablo Hudson da Silva Santos OFS:

 





E ainda em 05 de janeiro de 2018[5], com a presença 15 irmãos, dentre eles, irmã Natalina Teodósio Rodrigues Borges OFS e irmã Laís Chagas JUFRA N2:


           No ano de 2019, os encontros semanais foram diminuindo a frequência. Irmão Francisco José Corrêa de Araújo e Irmão Antonio Alves de Sousa, ambos da Ordem Franciscana Secular, tentaram acompanhar e animar os irmãos “aspirantes” à JUFRA, mas não conseguimos êxito e muitos jovens se dispersaram.


          Em 01 de dezembro de 2019, irmão Francisco Araújo foi eleito como Coordenador da Equipe de Formação, na Fraternidade da OFS e coube a ele a animação fraterna da JUFRA. Nesta nova fase contamos com o apoio do irmão Carlos Eduardo de Andrade Reimão e irmã Fernanda Prado.

          Realizamos encontros quinzenais durante os meses de janeiro e fevereiro de 2020. Em março, o mundo foi acometido pela pandemia do novo corona vírus, o covid-19. Então os encontros presenciais foram interrompidos até o dia 15 de agosto de 2020, com a presença da Irmã Juliana Araújo (JUFRA Regional N2):

 



                   Após este encontro, os 08 jovens interessados no carisma francisclariano decidiram realizar a experiência da Formação Inicial da JUFRA aos dias de terças-feiras, às 18h30, com o apoio de Fr. Raimundo Alex e Fr. Jonas Matheus da Silva OFMCap. Thamires Guimarães, Carlos Eduardo de Andrade Reimão e Francisco Araújo OFS.

         

A JUFRA do Brasil, atualmente, se organiza em Fraternidades de vários níveis: Local, Regional e a Nacional. Cada Fraternidade é coordenada por um Secretariado Fraterno, composta pelas Secretarias básicas: Fraterna; de Formação; de Direitos Humanos, Justiça, Paz e Integridade da Criação (DHJUPIC); de Ação Evangelizadora (AE); da INAFRA; de Comunicação Social, Registro e Arquivo; e de Finança; além da Animação Fraterna e da Assistência Espiritual. Também poderão ser criadas Assessorias nos três níveis de Fraternidade.

          Em Belém/PA, a OFS está acompanhando o recomeço dessa nova fase e com o auxílio da Graça Divina e Intercessão de Santa Rosa de Viterbo, em breve teremos uma Fraternidade de JUFRA presente e atuante para a glória de Deus!

Belém, 30 de setembro de 2020.

 

Irmão Francisco José Corrêa de Araújo, OFS.

Animador Fraterno da JUFRA Belém

(91) 982637814


SEGUE ALGUMAS OUTRAS FOTOS HISTÓRICAS DA JUFRA BELÉM


Encontro da JUFRA 2000

FBJ
Dr. Agostinho e irmão Aldo

Irmã Renata Rúbia e Fr. Alex: JUFRÃO Santarém

Fr. Francesco, irmãs da OFS e JUFRA

Atendimento ao irmãos em situação de rua

Atendimento aos irmãos em situação de rua

Atendimento ao irmãos em situação de rua
Dia das mães, Fraternidade reunida

Dia das mães, Fraternidade reunida

Júnior, Renata e Alessandra. Torneio de Futbol

CFFB Norte 2, SINFRAJUPE
Comunidade do Pantanal

Encontro da JUFRA Regional Norte 2


Passeio Ciclístico

Passeio Ciclístico


Visita das famílias dos Jufristas

Encontro de visita fraterna OFS/ JUFRA




[1] João de Deus Gragiola, OFM Cap “JUVENTUDE FRANCISCANA – 20  anos de história no Brasil”, CEFEPAL, RJ, 1991.

[2] http://jufrapa.blogspot.com

[3] Atualmente o Conselho da Fraternidade da JUFRA se denomina Secretariado Fraterno.

[4] Disponível em https://www.facebook.com/photo?fbid=165571410488004&set=a.165571423821336

https://www.facebook.com/fraternidadestaizabel.dahungria

[5] http://ofs-saofrancisco-belem.blogspot.com/2017/06/nucleo-da-jufra-de-belem-recebe-visita.html